Com criação de 4,9 mil postos, mercado de trabalho formal do ES tem melhor resultado para um mês de janeiro

PUBLICADO EM 23 Mar 2021

No primeiro mês de 2021 o mercado de trabalho formal capixaba registrou saldo positivo de 4.971 vagas com carteira assinada, consequência da movimentação entre 29.624 admitidos e 24.653 desligados no mês. Este saldo foi o melhor para o mês de janeiro na série disponível desde 2007¹. Esse resultado confirma a trajetória de recuperação do emprego iniciada em julho de 2020, após o momento mais crítico de perdas de postos formais ocorrido entre março e junho de 2020. Na análise do acumulado em 12 meses (fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), o Espírito Santo criou 10.802 novos postos celetistas. No período, foram registrados 303.967 admissões e 293.165 desligamentos no estado.

O Brasil registrou em janeiro saldo positivo 260.353 vagas com carteira assinada, fruto de 1.527.083 admissões e de 1.266.730 desligamentos. Esse saldo decorreu da criação de vagas na maioria dos estados. Entre eles, São Paulo (+75.203) teve a maior abertura de vagas formais, seguido de Santa Catarina (+32.077) e Rio Grande do Sul (+27.168). No acumulado em 12 meses foram registradas 15.278.809 admissões ante 15.023.909 desligamentos no Brasil, com saldo positivo de 254.900 novos postos formais abertos no período.

Análise setorial

No Espírito Santo, quatro dos cinco grandes setores de atividade econômica criaram vagas em janeiro de 2021, contribuindo para o saldo positivo de 4.921 postos no estado. A maior abertura de vagas no mês foi verificada no setor de serviços, que registrou 2.685 novas contratações formais. Na sequência, a indústria geral foi a segunda atividade com maior saldo positivo de postos formais em janeiro, criando 1.609 vagas de trabalho formal. Comércio (+398) e construção (+365) também registraram novas contratações. 

Na indústria, o resultado positivo foi, influenciado, principalmente pela criação de 1.482 vagas na indústria da transformação, que ampliou em 1,31% o estoque de postos formais em relação a 2020. Dentre as 23 atividades da indústria da transformação analisadas, 19 apresentaram saldo positivo de postos formais. Destas, os maiores números de novas vagas abertas em janeiro foram observadas em:

  • Fabricação de minerais não-metálicos (+386)

  • Fabricação de produtos alimentícios (+278)

  • Confecção de artigos de vestuário e acessórios (+255)

  • Fabricação de produtos de metal (+191)

  • Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+173)

  • Metalurgia (+101).

Em compensação, fabricação de máquinas e equipamentos (-80) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-52) foram os setores da indústria de transformação que mais encerraram vagas em janeiro.

Abaixo, as atividades com maior contribuição na abertura de postos formais para os demais setores:

Serviços:

  • Atividades administrativas e serviços complementares (+961)

  • Saúde humana e serviços sociais (+932)

  • Atividades profissionais, científicas e técnicas (+299)

  • Educação (+154)

  • Serviços de informação e comunicação (+119).

Comércio:

  • Comércio de peças e acessórios para veículos automotores (+178)

  • Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso industrial (+91).

Construção:

  • Serviços especializados para construção (+182)

  • Obras de infraestrutura (+145).

Agropecuária foi o único setor que fechou postos formais em janeiro de 2021, com saldo negativo de 86 vagas. Esse saldo foi motivado pelo encerramento de empregos formais ocasionados pela entressafra da cana de açúcar.

Para o Brasil, houve abertura de vagas nos cinco grandes setores de atividade econômica no primeiro mês de 2021. A maior abertura de empregos foi na indústria geral (+90.431), seguida por serviços (+83.686), construção (+43.498), agricultura (+32.986) e comércio (9.848).

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho divulgou no dia 16 de março de 2021 as informações do Novo Caged¹ referentes à movimentação do mercado de trabalho formal do mês de janeiro de 2020.

(1) Anos anteriores a 2020 são resultados do Caged e de 2020 em diante do Novo Caged. Houve mudança metodológica na coleta do Caged para o Novo Caged, informações adicionais podem ser consultadas em http://pdet.mte.gov.br/images/Novo_CAGED/Nota%20t%C3%A9cnica%20substitui%C3%A7%C3%A3o%20CAGED_26_05.pdf

 

 

 

 

Sobre o(a) editor(a) e outras publicações de sua autoria

Bruno Novais

Graduando em Ciências Econômicas pela UFES. Auxiliar na Gerência do Observatório da Indústria, atua na execução de pesquisas primárias, criação e manipulação de bases de dados, e no auxílio em estudos econômicos-conjunturais.