ES registra abertura de 45.541 mil postos formais no acumulado de janeiro a setembro de 2021

PUBLICADO EM 05 Nov 2021

No acumulado de janeiro a setembro de 2021, o mercado de trabalho formal do Espírito Santo teve um saldo positivo de 45.541 postos formais, resultado da movimentação entre 294.457 admitidos e 248.916 desligados.

Com essa ampliação de postos formais no ano, o Espírito Santo aumentou em 6,14% a quantidade total de vínculos celetistas em comparação ao registrado no final de 2020, registrando 787.044 vínculos no estado.

Para o Brasil, o emprego formal do mercado de trabalho registrou 2.512.937 novas vagas no ano. Esse saldo, foi resultado de 14.877.024 admissões ante 12.364.087 desligamentos no período. Vale mencionar que todas as 27 unidades da federação contribuíram positivamente com o saldo final de emprego. Entre os estados que mais criaram empregos formais no ano, o Espírito Santo ocupou a 14ª posição.

Análise setorial

No levantamento do saldo acumulado por setor no ano, observou-se que, todos os cinco grandes setores de atividades econômicas contribuíram positivamente com empregos formais no Espírito Santo: serviços (+19.692), indústria (+10.357), comércio (+9.389), construção (+4.790) e agropecuária (+1.313).

O setor de serviços foi o principal impulsionador desse saldo positivo no ano, contribuindo com 19.692 vagas formais no Espírito Santo em 2021. O setor foi beneficiado, principalmente, pelas novas vagas abertas nas atividades administrativas e serviços complementares (+4.567); nas atividades de atenção à saúde humana (+4.559); nas atividades educacionais (+2.507) e; nas atividades dos profissionais, científicas e técnicas (+2.016).

Na indústria geral capixaba, o saldo positivo foi puxado pela indústria de transformação (+10.073). As atividades que mais empregaram no setor no ano foram: as de fabricação de produtos de minerais não-metálicos (+2.590), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+2.404) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (+1.088). Das 23 atividades da indústria de transformação, apenas a fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores apresentou redução de vagas no estado (-93).

O comércio, por sua vez, criou 9.389 postos de trabalhos formais. Desses postos formais, as principais atividades impulsionadoras do resultado foram o comércio varejista (+4.360), o comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (+3.258) e o comércio e reparação de veículo automotores e motocicletas (+1.771). Já o setor de construção, criou 4.790 vagas celetistas. Desse saldo, os serviços especializados para construção (+2.701), construção de edifícios (+1.162) e obras de infraestrutura (+927) influenciaram positivamente a criação de vagas.

Por fim, as atividades ligadas a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registraram 1.313 vagas formais no acumulado de nove primeiros meses de 2021.

Municípios do ES

Todos municípios capixabas com mais de 30 mil habitantes registraram saldo positivo de postos formais no ano. O município que apresentou o maior número de postos formais registrado no estado foi Serra, com abertura de 9.048 vagas celetistas, seguido por Vitória (+6.392), Vila Velha (+3.391) e Aracruz (+3.112).

No município da Serra, a abertura de empregos formais continua sendo favorecida pelas novas contratações no setor de serviços (+3.985), sobretudo nas atividades administrativas e serviços complementares (+1.964), no setor de comércio (+1.766), no setor de construção (+1.720) e na indústria (1.572).

Em vitória, o setor de serviços também se destacou com abertura de 4.747 postos formais no município. Em seguida, vem a construção, com 1.093 vagas em 2021.

No município de Vila Velha, as atividades de serviços abriram 1.218 vagas formais no ano. O comércio também segue se destacando ao criar 1.129 novos postos de trabalho. O município de Aracruz, por sua vez, teve seu saldo beneficiado principalmente pela abertura de vagas no setor industrial, com 1.343 delas abertas na indústria de transformação.

Para mais informações, acesse aqui a Nota Conjuntural do Caged.

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Nota sobre atualização do Novo Caged para 2020

Em outubro deste ano, o ministério da economia revisou os dados do Novo Caged para 2020, decorrente das declarações de dados enviadas fora do prazo pelas empresas. Com a revisão, o Espírito Santo passa a registrar saldo positivo de 5.834 postos formais no acumulado em 2020, ao invés das 6.812 vagas abertas informadas em janeiro, o que representa redução de 14,4%. Para o Brasil, a revisão reduziu os dados em 46,8%, de 142.690 para 75.883 empregos formais criados em 2020. Tanto para o Brasil quanto para o ES, a grande diferença se mostrou no setor de serviços. Vale lembrar, que essas declarações fora do prazo podem ser enviadas em até 12 meses após a data de movimentação, tendo a possibilidade de novas revisões do dado.

 


Nota: O Novo Caged capta as movimentações do emprego formal a partir de janeiro de 2020 em substituição ao Caged. Em comparações temporais as diferenças metodológicas entre a série nova e a antiga devem ser ressaltadas.

Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged

De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.

O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.

A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.

Sobre o(a) editor(a) e outras publicações de sua autoria

Christian Kobunda

Economista graduado na (UFU) e mestre em Economia pela (UFES). Atua como Analista de Estudos e Pesquisas na Gerência do Observatório da Indústria. Possui interesse em modelagem de dados em séries temporais, estudos macroeconômicos, setoriais, econômicos e industriais.