Atividade econômica do ES cresce 4,4% no 4° trimestre, mas fecha 2020 com queda de -4,4%

Resultados estimados pelo IAE-Findes

PUBLICADO EM 15 Mar 2021

A flexibilização das medidas de distanciamento social junto à adoção de protocolos de segurança para contenção da pandemia da Covid-19 favoreceu o ganho de ritmo da economia capixaba nos dois últimos trimestres de 2020. Após sair de uma forte queda no 2º trimestre (-12,8%) e registrar um crescimento em ‘V’ no 3º trimestre (9,8%), a atividade econômica capixaba, estimada pelo IAE-Findes, continuou a apresentar resultados positivos no 4º trimestre de 2020 ao crescer 4,4% na comparação trimestral, descontada a sazonalidade. O aquecimento da atividade econômica no último trimestre do ano foi disseminado em todos os grandes setores da economia, com crescimento na indústria (6,3%), nos serviços (2,6%) e na agropecuária (3,1%).

Apesar do bom resultado, o crescimento observado nos dois últimos trimestres de 2020 não foi suficiente para eliminar as perdas acumuladas ao longo do ano. Com isso, a atividade econômica do Espírito Santo encolheu 4,4% em 2020, refletindo a desaceleração de todos os grandes setores da atividade econômica do estado, tendo em vista os efeitos adversos da pandemia. No ano a indústria encolheu 12,8%, o setor de serviços recuou 2,7% e a agropecuária apresentou queda de 4,6%. Dentro dos setores, o IAE-Findes estimou os resultados das seguintes atividades em 2020:

 

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E CONSTRUÇÃO SÃO DESTAQUES NO TRIMESTRE

No 4º trimestre de 2020, a atividade econômica da indústria de transformação apresentou expressivo crescimento de 10,2% em relação ao 3º trimestre, na série livre de sazonalidade. O desempenho no trimestre ainda foi 18,5% superior ao patamar de atividade do período pré-pandemia (4º trimestre de 2019). No ano, a indústria de transformação foi a atividade que apresentou melhor desempenho, fechando 2020 com leve recuo de 0,3%. O aumento da demanda internacional por celulose e papel e o aquecimento na atividade de produtos alimetícios impactaram positivamente o setor.

A indústria da construção, por sua vez, cresceu 40,1% em relação ao 3º trimestre, na série livre de sazonalidade e 12,8% em relação ao 4º trimestre de 2019. O resultado da atividade segue sobre a influência da expansão das reformas domiciliares e pela continuação da taxa de juros para operações de crédito imobiliário (pessoa física e jurídica) em patamares baixos, o que torna atrativa a compra de imóveis.

Resultados setoriais mais detalhados podem ser conhecidos no Relatório do IAE-Findes.

Baixe os dados do IAE-Findes clicando aqui.

Sobre o(a) editor(a) e outras publicações de sua autoria

Suiani Febroni

Economista graduada na UFES e mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp. Atua como Analista de Estudos e Pesquisas na Gerência do Observatório da Indústria. Pesquisa temas relacionados à atividade econômica, mercado de trabalho e educação.