ES acumula redução de 25,3 mil postos formais nos sete primeiros meses de 2020

De janeiro a julho de 2020, o mercado de trabalho formal do Espírito Santo registrou um saldo negativo de 25.314 postos celetistas, redução de 264% em relação ao saldo do mesmo período do ano anterior (+15.410). Esse foi o 11° maior saldo negativo entre as unidades da federação. Para o Brasil, a diminuição no saldo foi de 328% na comparação contra o acumulado de 2019, com fechamento de aproximadamente 1,1 milhão de postos formais em 2020. 

Essa movimentação no mercado de trabalho formal capixaba e do país sofreu a influência das medidas de distanciamento social para o combater a disseminação do coronavírus, que foram iniciadas a partir da segunda quinzena de março na maioria dos estados. 

Entre os municípios capixabas com mais de 30 mil habitantes, apenas seis criaram postos formais nos sete primeiros meses de 2020, com destaque para Itapemirim (+508), Sooretama (+200) e Alegre (+24).


Em 2020, os setores que mais fecharam postos de trabalho no Espírito Santo foram serviços (-12.738), comércio (-10.268) e indústria geral (-3.117). Esses setores foram principalmente influenciados pela redução do emprego nas seguintes atividades:

Serviços:

• Alojamento e alimentação (-6.779), que fecharam mais postos em restaurantes (-2.702), lanchonetes e similares (-1.941) e hotéis (-1.064)

• Transporte terrestre também reduziu significativamente suas vagas de trabalho (-3.160)

Comércio:

• Comércio varejista (8.469 vagas), que mais fechou posto em artigos do vestuário e acessórios (-3.368)

Indústria:

• Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1.396)

• Fabricação de produtos minerais não-metálicos (-999)

• Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro (-449)


No Brasil, no acumulado de 2020, o setor de serviços foi o que mais fechou postos formais (-536.492), seguido pelo comércio (-453.405) e indústria geral (-197.543). A construção (+8.742) e a agropecuária (+86.217) apresentaram saldo positivo no ano.