ES registra criação de 39.447 mil postos formais de janeiro a agosto de 2021

PUBLICADO EM 06 Out 2021

No acumulado de janeiro a agosto de 2021, o mercado de trabalho formal do Espírito Santo registrou a criação de 39.447 novos postos formais, resultado de 260.529 admissões ante 221.082 desligamentos.

Com a criação de vagas no ano, o Espírito Santo ampliou em 5,32% o total de emprego em comparação com o total de postos registrados no final de 2020. Totalizando em agosto 780.950 empregos formais no estado.

Para o Brasil, o mercado formal de trabalho registrou, nos oito primeiros meses do ano, abertura de 2.203.987 postos formais. No período, foram contabilizadas 13.082.860 admissões e 10.878.873 desligamentos. Esse resultado foi consequência do saldo positivo de emprego observado em todas as 27 unidades da federação. Entre os estados que mais criaram empregos formais no ano, o Espírito Santo ocupou a 14ª posição.

Análise setorial

De janeiro a agosto de 2021, o desempenho do mercado de trabalho em todos os cinco grandes setores de atividade econômica foi positivo, registrando abertura de postos formais nos oito primeiros meses do ano: serviços (+17.303), indústria (+8.716), comércio (+8.049), construção (+3.934) e agropecuária (+1.445).

O setor de serviços, que mais emprega no estado, com 44,4% dos empregos formais, tem impulsionado a abertura de vagas formais no Espírito Santo em 2021. No acumulado no ano, o setor criou 17.303 vagas, sendo beneficiado, principalmente, pela criação de novas vagas nas atividades de atenção à saúde humana (+4.621). Também contribuíram para o resultado positivo a abertura de novas vagas nas atividades administrativas e serviços complementares (+4.276), nas atividades ligadas à educação (+2.296) e nas atividades profissionais científicas e técnicas (+1.814).

Na indústria geral capixaba, o resultado positivo no ano foi influenciado, principalmente, pela abertura de 8.381 vagas na indústria da transformação, nas indústrias extrativas (+421) e em eletricidades e gás (+248).

Vale destacar que, na indústria de tranformação, as atividades que mais impulsionaram o setor no ano foram as de fabricação de produtos de minerais não-metálicos (+2.396),  de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+1.827) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (+936).

Por sua vez, o comércio criou 8.049 novas vagas de carteira assinada. Já o setor de construção, abriu 3.934 postos formais no ano, resultado das novas contratações nos serviços especializados para construção (+1.973), nas obras de infraestrutura (+1.056) e na construção de edifícios (+905).

Na agropecuária capixaba, 1.445 postos celetistas foram criados no ano, sobretudo, nas atividades de agricultura pecuária e serviços relacionados (+893) e na produção florestal (+551).

Municípios do ES

Todos municípios capixabas com mais de 30 mil habitantes registraram saldo positivo de postos formais no ano. O município com maior número de postos formais criados foi Serra, com abertura de 7.831 vagas celetistas, seguido por Vitória (+5.407), Vila Velha (+2.937), Linhares (+2.579) e Aracruz (+2.579).

Em Serra, a abertura de empregos formais no município foi favorecida pelas novas contratações no setor de serviços (+2.854), sobretudo nas atividades administrativas e serviços complementares (+1.341), no setor de comércio (+1.635) e no setor de construção (+1.377).

No município de Vitória, o setor de serviços também se destacou com abertura de 4.070 postos formais no ano. As atividades de serviços que mais se abriram novas vagas foram as administrativas e de serviços complementares (+635) e de saúde humana e serviços sociais (+1.682). Além disso, o comércio contribuiu 466 vagas no acumulado de 2021.

Já em Vila Velha, as atividades de serviços também impulsionaram o resultado positivo do município ao abrirem 1.134 vagas formais no ano. Também foi destaque o comércio, de reparação de veículos automotores e motocicletas ao criar 906 novos postos de trabalho. O município de Linhares, por sua vez, teve seu saldo beneficiado pela abertura de vagas nos setores do comércio (+763), indústria (+594) e serviços (+984).

Por último, o município de Aracruz foi beneficiado pelas vagas criadas no setor industrial (+1.154). Destas vagas, 98,3% foram abertas na indústria de transformação.

Para mais detalhes sobre o mercado de trabalho consulte a Nota conjuntural do Caged

 


Nota: O Novo Caged capta as movimentações do emprego formal a partir de janeiro de 2020 em substituição ao Caged. Em comparações temporais as diferenças metodológicas entre a série nova e a antiga devem ser ressaltadas.

Diferenças metodológicas entre o Caged e o Novo Caged

De 1992 a 2019 as informações sobre o mercado de trabalho formal foram registradas e divulgadas como fonte pelo Caged. A partir de janeiro de 2020, estas passaram a ter como fonte o Novo Caged.

O Novo Caged conta com as informações do eSocial. O eSocial foi instituído em pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, com objetivo de concentrar em um único sistema diversas informações de empresas e trabalhadores, unificando registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Além do eSocial, o Novo Caged incorpora imputação de dados que vem do antigo Caged e do Web empregador, para complementar informação de desligamento. É, portanto, mais abrangente do que o Caged que só concentrava informações de admissões e desligamentos sob o regime CLT.

A captação de registros de admissões e desligamentos pelo Novo Caged passou a ter maior cobertura, dado que, além dos empregados sob o regime CLT, passou a cobrir os trabalhadores temporários, trabalhadores avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos, dirigentes sindicais, contribuintes individuais e bolsistas. Estes não eram registrados no Caged ou a declaração era opcional, como a de vínculos temporários, o que para o Novo Caged passou a ser obrigatória. Com estas modificações, o volume das movimentações captadas pelo Novo Caged tende a ser maior. Estas diferenças de captação prejudicam a comparação da série ao longo do tempo, a qual deve ser realizada com as devidas ressalvas metodológicas.

 

Sobre o(a) editor(a) e outras publicações de sua autoria

Christian Kobunda

Economista graduado na (UFU) e mestre em Economia pela (UFES). Atua como Analista de Estudos e Pesquisas na Gerência do Observatório da Indústria. Possui interesse em modelagem de dados em séries temporais, estudos macroeconômicos, setoriais, econômicos e industriais.